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Ode aos peitos

  • sheylacdiniz
  • 17 de ago. de 2022
  • 1 min de leitura



Meus peitos protuberaram aos dez.

O sangue jorrou, desde então, aos onze.

Mas os peitos (é deles que quero falar). Estão cá...

Redondilhando. Atingindo esta forma. Aos trinta e tantos.

Farta forma redondilha

Com estrias e uns caimentos.

Mamilos grandes e rosados. Decerto estava eu predestinada a muitos filhos

e bocas para sugá-los.

As bocas não dispensei

Os filhos? (Quem sabe um dia hão de chegar.)

Mas o que mais gosto mesmo. Nesses dias, assim..., cinzentos.

É deixar meus peitos livres por aí. Livres ao vento.

Que sutiã algum nos venha importunar!


Sheyla Diniz (15.10.2016)

 
 
 

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