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Confissões de uma mulher a Vinicius

  • sheylacdiniz
  • 17 de ago. de 2022
  • 1 min de leitura



“Ai... se amar é ir morrendo pela vida afora"

eu passo meus dias vivendo como nunca

a provar, sem culpa, o frescor de amores vãos.

Sem passado ou promessas

mais vale a pele, o cheiro e a carne

futucando, de momento, meu paradeiro, uma ilusão.

“Ai... se amar é ir morrendo pela vida afora”,

minhas mortes são de vez em quando

e do luto me rio, nele me descubro e dele me escapo.

Minha feiura atenta em minha beleza

minha sátira, minha cerveja e hoje nem é sábado,

meu suor, desgosto, minha sutil descrença.

“Ai... se amar é ir morrendo pela vida afora”,

meus amores vivem a esmo

nas noites de verão, na madrugada.

Seu bocado de tristeza não dá samba,

de seu gemido etéreo não se morre

se disfarça.



Sheyla Diniz (07.02.2011)

 
 
 

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